A terra pregou e velou por nova anunciação. Uma boa nova, de outra nova era. A era do despertar do novo despertar. Daqueles que não restam já cegos no seu novo caminhar. Despertos já saberiam por onde andar e não residiriam na escuridão da ignorância do ser. Sabendo que a luz podia ser vista de lá de cima das esferas para baixo na esfera celeste. E podiam ver-se alguns despertos com a luz a brilhar como se de pirilampos se tratassem…alguns, apenas alguns, poderão brilhar… pois os que haviam nascido da sua luz poderão então agora brilhar… e essa luz foi contaminando outras, e outras, caminhantes do caminho de luz se juntaram a estes. E assim começou o ressoar das esferas… e sabíamos que uma nova consciência se avizinha e assim começamos a ver… agora a ver com um novo olhar…de sabedoria… éramos os sábios os que haviam desperto e saíram da escuridão… mas muitos cegos permaneceram em escuridão e depressão. Esses não compreenderão o fim da ilusão e o novo clarão em seu olhar…ficaram entorpecidos, ausentes, sem “casa”, sem lar…mortos vivos, despercebidos… e um trovejar de sensações os tropeçou… mas chegou a hora dos sábios despertarem do seu sono… e o despertar dos sábios deu um novo caminho e nova percepção de um novo mundo, um mundo de luz, verdade e comunhão de todos na luz da nova consciência… e pôde ver-se desde lá de cima e em todo o lado que a esfera celeste deu uma nova luz, diferente da luz do dia. Um clarão de discernimento, clareza e sabedoria. Em outros tempos em outras eras… lâmpadas de luz se manifestavam em outras mentes… agora na mente dos despertos fez-se um novo desdobrar do espírito. A mente selou e cessou o ego da ilusão do aparente. E o oculto revelou de novo o segredo, e secreta foi aquela união entre a luz e a escuridão de ignorância, que pôs fim a ilusão do medo e a nova porta que já havia aberto fez ressoar que a vinda já havia iniciado a sua missão, e podíamos sentir de novo a energia de Deus-mãe, a deusa, que enviava as profecias de outras esferas a anunciar a verdade do oculto saber, o saber transpôs uma nova consciência de ser. A saber, a ser, a sentir, o discernir do ser… o ser discerniu, que o desperto é vivo, e olhou para dentro, e iluminou o sentido do dom discernimento e discernimos que o véu da ilusão nos separa da verdade, da realidade. O real transpareceu e pôde ver outras e outros como eu, que já me conheciam só pelo olhar, sem mesmo comunicar… olhando-me, olhando-os e pelo olhar sabíamos quem já havia desperto… e assim desfrutamos, anunciamos e discernimos aquilo que nos era dito mediante o fogo do espírito. A ilusão desfez-se e seguimos num mesmo caminho…infinito… e aí sim éramos de novo um só, pai, mãe e filho. E descobri que o véu nos embaça a vista, a realidade do ser real em nós, e assim descubro que a ilusão é o fim, a própria desgraça do homem, e compreendo que real é o ser que sente sapiente de não estar na mente causal…e assim trespassei e comuniquei, desde muitas outras e novas esferas.